13.6.10

hail to coincidence!

(fotograma de 'The Limits of Control' de Jim Jarmusch EUA/Japão 2009)

Noutro dia estava a ver os Limites do Controlo quando reparei numa coincidência do outro mundo (e mais além). Em determinada parte do filme o protagonista visita algumas vezes o Museu Rainha Sofia, em Madrid, e olha enigmaticamente durante cinco ou seis segundos para algumas obras que lá se encontram expostas, nomeadamente El Violin de Juan Gris, Madrid Desde Capitán Haya de Antonio López, Gran Sábana de Antoni Tapies e Desnudo de  Roberto Fernández Balbuena.

Desnudo, cuja cópia trouxe da loja do Museu Rainha Sofia em Madrid há coisa de 7 anos e que habita desde aí no meu quarto na casa dos meus pais. :)))

Don't you want to know how we keep starting fires?









Deveria ser mais assim. Mas como sempre cedo facilmente aos prazeres da carne...assim como o pladur da tua casa cedeu pela segunda vez ao impacto do sexo selvagem.
Devias vir antes pra minha casa. Ao menos aqui só estragas o dedo do pé e os meus braços.

8.6.10

música e cinema #1

Mystery Train é um filme de 1989 escrito e realizado por  Jim Jarmusch. A acção decorre em Memphis, Tennessee.


Mystery Train é uma música escrita por Junior Parker e Sam Phillips gravada em 1953 no Memphis Recording Service e Sun Records no número 706 da Union Avenue, em Memphis, Tennessee.

 fotograma do filme ' A Woman Under the Influence' de John Cassavetes, EUA 1974

 'All of a Sudden I Miss Everyone' é o quinto  álbum da banda americana de post-rock Explosions in the Sky, lançado em Fevereiro de 2007.

axas???




1.6.10

Quintas de leitura revisitadas


A primeira (e única e espero que também última) experiência naquilo a que chamam 'Quintas de Leitura' revelou-se desanimadora. E depois vens tu num pillowtalk que mais pareceu um monólogo defender que era um espaço em que artistas e escritores poderiam dar largas à sua subversividade. Que lá se passavam coisas do outro mundo e mais além. Bem, segundo o que fiquei a perceber os poetas e afins têm a sua casinha burguesa com a sua esposa burguesa e os seus filhos burgueses e o seu carro burguês, perfeitamente fitter, happier, more productive, comfortable, not drinking too much, regular exercise at the gym etc.etc. e depois vão mijar pró palco do Campo Alegre. Fuck that! Subversividade é uma coisa que não se pratica num determinado momento para determinado público. 


Agora fizeste-me lembrar do Lars von Trier e dos seus Idiotas. Idioterne ou Dogma #2: 'The Idiots' é um filme realizado em 1998 e editado sob o regulamento do Dogma 95, um manifesto artístico criado em 1995 por Lars e  Thomas Vinterberg com o objectivo de combater a supremacia industrial do cinema comercial.
Nos Idiotas, um grupo de pessoas de classe-média juntam-se sob o pretexto de procurar o seu idiota interior, (uma espécie de 'workshop de idiotice') que representa o caminho da felicidade num deprimente contexto burguês. O grupo vai-se aproveitando sucessivamente da caridade e dos escrúpulos da sociedade, tornando moralmente aceitáveis comportamentos que, de outra forma, seriam considerados repugnantes. Trocando por miúdos, eles basicamente agem como se fossem doentes mentais.


No final, o objectivo seria continuarem com as suas vidas, mas a determinado altura conseguirem no seu ambiente de trabalho, familiar, etc. terem um momento em que se comportariam como idiotas sem pensar nas consequências. Escusado será dizer que nenhum deles teve coragem para se armar em deficiente à frente do patrão, à excepção de Karen, uma mulher que se juntou ao grupo por acidente que tinha sérios problemas pessoais.


Não sei se percebes onde eu quero chegar com esta pequena comparação...mas não interessa, volta lá prás tuas Quintas de Leitura, o 'workshop de subversividade' dos artistas portuenses.


(bububblegumgirlz)


'Acerca de Roderer narra o confronto vital e intelectual entre dois jovens de inteligência privilegiada. O primeiro usa essa inteligência de forma prática para se adaptar ao mundo, o segundo na busca de um conhecimento absoluto que lhe permita compreender o mundo, deslizando perigosamente até aos limites da loucura e do suicídio.'

(apresentação de Acerca de Roderer, de Guillermo Martínez, tradução de José Riço Direitinho, Sextante Editora, 2010)


Noutro dia um colega meu suicidou-se. Digo colega porque apesar de já o conhecer praí desde os 12 anos e termos partilhado a mesma escola durante alguns anos, nunca passamos do trocar de algumas palavras de circunstância, ou de partilhar algumas situações caricatas. Da última vez que me lembro de o ver (há cerca de 2/3 anos) tinhamos pegado no meu carro e juntamente com a Mariana fomos beber uma cerveja prá praia, de madrugada. Não gostava particularmente dele, nunca gostei, ele tinha uma espécie de predisposição para atiçar conflitos entre as pessoas, para além de ser um bocado parvo (onde escrevo 'parvo', alguns lerão 'anarca' ou 'subversivo', pra mim era simplesmente parvo).

Claro que todas a explicações serão duvidosas, só ele sabe porque o fez, mas pelo visto foi um crescendo de insatisfação quer consigo próprio quer com o estado das coisas que o rodeavam, nomeadamente a sociedade. Não é que não perceba que um certo questionamento existencial  possa levar à perda de um propósito maior para se continuar no mundo dos vivos, mas, embora a ideia do suicídio seja uma coisa romântica para certos adolescentes, nunca a consideraria como viável. Há 5 filhos e um pescador numa praia do nordeste do Brasil, há voluntariado no Quénia, há instituições mentais...não sei...há sempre um abismo de opções que nos separará do embater no chão depois de nos atirarmos de um 13 andar. 

31.5.10

the carny


 Mariana Lopes 2010

Acho que todas as cidades deveriam seguir o exemplo de Viena e ter um parque de diversões. Embora a Margarida tenha dito que pessar lá de noite é bem mais sinistro, adorei passar de madrugada depois da disconight, com os primeiros raios de sol. Tirei um molho de fotos e estas que estão aqui foram manipuladas com o meu novo brinquedo : Polaroid Project, uma ferramenta bastante útil e com uma plataforma engraçada que poupa alguns minutos de Photoshop.

e por falar em Klimt...que tal a capa do cd dos The Bluetones?

do expressionismo austríaco


Aqui mais alguns exemplares do Egon Schiele, pintor que não conhecia, mas que gostei bem mais do que o cunjunto pobre de exemplares que lá tinham do Klimt.

Klimt vs. Schiele *

 
Gustav Klimt - 'O Beijo'

Egon Schiele - 'Cardeal e Freira'


* ou a Arte Nova transformada em Expressionismo.

27.5.10

passagens da Bíblia com uma carga ligeiramente homoerótica.

«Passando ao longo do Mar da Galileia, viu Simão e André, seu irmão, que lançavam redes ao mar, pois eram pescadores. E disse-lhes Jesus : 'Vinde comigo e farei de vós pescadores de homens.' Deixando logo as redes, seguiram-no.»

Are you thinking of me when you fuck her?

21.5.10

Oh my god, oh your god, oh his god, oh her god

...a versão oficial da coisa - pra dar um ar assim blasé  - é que eu até nem gosto assim tanto deles...uma música ou outra que me chama a atenção mas nada que me faça dar 30 euros para ver um concerto.

...a verdadeira versão é que os bilhetes tão esgotados ( Margarida - 'ahh aquilo é no Arena, é grande, não esgota...') e ao que parece os austríacos não têm por hábito ir vender bilhetes prá porta. Mas também acho que não iria tentar a sorte...dupla desilusão seria demais. 

20.5.10

nunca/nada/perfeito


esperas o impossivel, minha jovem amiga.

19.5.10

o estrangeiro II

Um dia fui vê-lo ao teatro. E num único dia li o livro. Mas gostei foi mesmo da introdução do Sartre. 'Ferpeita'.

" 'Os gestos de levantar, carro eléctrico, quatro horas de escritório ou de fábrica, refeição, carro eléctrico, quatro horas de trabalho, refeição, sono, e segunda-feira, terça, quarta, quinta, sexta, sábado, no mesmo ritmo...' e depois, de repente, os cenários desabam e acedemos a uma lucidez sem esperança. Então, se sabemos recusar o socorro enganador das religiões ou das filosofias da existência, temos algumas evidências essenciais : o mundo é um caos, uma 'divina equivalência que nasce da anarquia'; -não há amanhã visto que se morre. '...Num universo subitamente privado de ilusões e de luzes o homem sente-se um estrangeiro. Tal exílio é sem recurso, visto que está privado das recordações de uma pátria perdida ou da esperança de uma terra prometida.'"

o estrangeiro


'Compreendi que destruira o equilíbrio do dia, o silêncio excepcional de uma praia onde havia sido feliz. Voltei então a disparar mais quatro vezes contra o corpo inerte, onde as balas se enterravam sem se dar por isso. E era como se batesse quatro breves pancadas à porta da desgraça.'

17.5.10

pá, adoro a internet.

16.5.10

here's looking at you, kid.


reparei que o meu pin do Bogie está a ganhar mofo...

Oh, William, William it was really nothing


...sempre te podes armar em Nicholas Sparks e escrever uma coisa do género 'As palavras que nunca te direi' :P

personality crisis [yeah! yeah! yeah!]


Há uns dias, depois de uns mariscos e umas iscas de fígado regadas a verde, chegámos à brilhante conclusão que a determinada altura devemos ter feito uma troca de personalidades. Aviso-te ,desde já, que quero a minha de volta.