Mostrar mensagens com a etiqueta música. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta música. Mostrar todas as mensagens
15.5.13
e continuando com a Ofélia...
...de quem já tinha falado aqui e aqui.
...e que também aparece no final do vídeo da 2013 dos Primal Scream.
28.10.12
memory serves
Outro dia estava a dar uma vista de olhos pelos novos lançamentos e dei de caras com reedição do álbum I Get Wet de 2001, do Andrew W.K. Não faço ideia de quem é o gajo e acho que nunca ouvi uma música dele. Mas lembro-me da capa ter ficado na minha memória, dos tempos em que ia com a minha mãe às compras ao Continente ou assim, dos tempos em que ainda havia cds nas grandes superfícies e eu me entretinha a olhar prás capas e de vez em quando a ouvir os que me chamavam a atenção - hoje em dia, como já não há cds, enterro-me nas revistas de moda/cuscuvilhices...grande progresso, hã?
Anyway, duas das que me ficaram na memória também, foram a do Tubular Bells do Mike Oldfield e a do Get Ready dos New Order.
Etiquetas:
música
3.9.12
Jesus died for somebody's sins but not mine.
Já o tinha na prateleira há quase um ano, foi presente de aniversário. Just Kids, Apenhas Miúdos, a história da Patti Smith e do Robert Mapplethorpe, narrada por ela, desde que se conheceram no final dos anos 60, até à morte dele no final dos anos 80. E, apesar de contar os factos de uma forma um bocado superficial e idílica - já tinha lido algumas coisas, nomeadamente a propósito do caso dela com o Sam Shepard e não foi tudo um mar de rosas como ela deixa transparecer no livro -, é uma história lindíssima, principalmente no princípio. Por ser Nova Iorque nos 70s. Como já me tinha apercebido no Naked City, a cidade era suja e perigosa, os artistas não tinham onde cair mortos, passavam fome e criavam com o que lhes vinha à mão. Essa realidade, mais do que as tretas da paz e amor, essa crença em que estão a criar algo de maior, passarem muitas dificuldades mas conseguirem prevalecer e consolidar uma obra que hoje em dia encontrou, tanto no caso dela como no dele, e no de tantos outros que lhes foram contemporâneos, um lugar de relevo na história da cultura artística popular ocidental faz-me sentir ridícula por já ter quase 26 anos e não ter feito grande coisa, por me sentir restringida por não ter uma máquina melhor, ou por demorar um ano a acabar um texto, um desenho. Preciso de sair daqui.
Etiquetas:
literatura,
música
30.5.12
Por vezes tenho a impressão que sou daquelas pessoas que vivia bem se só ouvisse música clássica. Tava bem lixada.
Etiquetas:
música
7.2.12
Miss America
Desde que a conheci que admiro a música dela, a postura política dela, a irreverência e ironia, a maneira como conjuga várias influências de "música popular" - o dance hall, o funk carioca, o kuduro.
Agora é casada com o filho do CEO da Warner e actua na Superbowl com a Madonna. Um artista tem que fazer pela vida, right?
Etiquetas:
música
7.12.11
os críticos são todos homens baixinhos, feios, gordos de óculos que se vingam dos padrões de beleza da sociedade encharcando-nos do alto do seu pedestral intelectual com a sua verborreia.
Noutro dia lia a crítica ao "Melancholia" do Trier no Ipsilon online feita pelo Vasco Câmara (reparei há 5 min. numa nova, feita pelo Jorge Mourinha). Não acrescentam muito, Lars von Trier é amor ou ódio - mesmo no meio crítico cinematográfico, mesmo no meio de snobs cinematográficos que dão cinco estrelas a tudo o que seja independente/degesto e zero ou uma - e já vão com muita sorte - a tudo que tenha uma pitada de mainstream que seja. Mas o que me chamou a atenção foi um comentário feito por um leitor, Vítor Barreira, que refere - e muito bem - a leviandade com que os críticos misturam o homem e a obra. Mas é só quando lhes convém, claro - veja-se o caso do Polanski..., mas esse coitado, dá-se um desconto, já foi há tanto tempo e ainda por cima os outros fanáticos mataram-lhe a mulher e o bebé...
Na corja de intelectuais obtusa e conservadora que é o meio cinematográfico claro que o discurso de Cannes caiu mal e foi alvo de mal-entendidos. Eu tou-me a cagar pró facto de o gajo ter descoberto que tinha um avô alemão ou dizer que se conseguia identificar com Hitler ou as razões que ele teve para dizer isso. Eu gosto dos filmes dele. Considero-os muito bem feitos em mais do que um sentido. Aliás, era este outro tipo de análise que Vítor Barreira, no seu comentário assertivo, pedia :
«Seria interessante, isso sim, sem qualquer desqualificação, pressupondo no senhor VC um elevado estatuto crítico e cultural, saber o que ele pensa, em concreto, sobre os seguintes elementos de análise do filme “Melancholia”: a) a sua forma/estrutura narrativa, b) a construção das personagens do filme, c) a mise en scène – contributo dos cenários, da representação dos actores, os costumes, props e makeup dos actores, a iluminação, a composição dos planos, enquadramentos e cores – d) a cinematografia, nos seus aspectos fundamentais: movimentos das câmaras, ângulos e distâncias, lentes e filtros utilizados, efeitos visuais, e) a edição, ou seja, a montagem do filme, f) o som, quer o som diegético quer o som extra-diegético, diálogos, efeitos de sonoros, g) a música, de que forma contribui para a construção do sentido do filme, e depois, h) a análise do sentido histórico-filosófico e sociológico-cultural do filme. Estes, sim, são elementos que importaria trazer à análise do filme “Melancholia”, se se pretendesse levar a cabo uma análise séria e digna do referido filme (...)»
e lembrei-me disto porque me chegou pelo correio isto :
Já tinha lido dois ou três textos, achei piada e resolvi comprar. Há uma coisa que me acontece frequentemente que é calcular o valor do "todo" - neste caso o conjunto da obra de alguém - pela "parte" - algumas coisas que esse alguém produziu e que me agradaram. Como por exemplo, se me perguntarem se gosto de Joanna Newsom respondo afirmativamente sem hesitar, quando, na verdade, gosto apenas do álbum "Ys". Hoje reparei que acontece uma coisa parecida com o Miguel Esteves Cardoso. Na verdade, só gosto mesmo mesmo do "Causa das Coisas". O resto que li dele não me emocionou, das crónicas diárias há uma que se safa quando o rei faz anos. Agora, aquilo que se aplica aos críticos de cinema descrito acima aplica-se também à crónicas de música do MEC. Basicamente as crónicas são uma salgalhada de nomes de bandas e álbuns à mistura com uns adjectivos sonantes que acabam por construir texto bem escritos mas sem sumo nenhum. Quero lá saber eu que os Joy Division - a única banda digna de respeito - produzam música entesante e entumecedora que o eleva eloquentemente num estremecimento enternecedor? Ah! Mas aquilo não é crítica, é EScrítica...pois sim, é assim que eles se safam.
OU
isto tudo é pura e simplesmente rebarbamento por o gajo deitar abaixo o "Dare" dos Human League e dar uma estrela ao "Fire of Love" dos Gun Club, duas estrelas à "More Than This" dos Roxy Music, achar que a únicas bandas que valem a pena são os Joy Divison e os New Order, gostar de reggae, UB40(!!) e outras facadinhas que tais, que me permitem afirmar, sem nenhuma sombra de dúvida, que este gajo não percebe nada de música. Se percebesse não tinha escrito que os Oranje Juice eram a "next best thing".
Etiquetas:
música
26.11.11
Das vezes em volto a acreditar na humanidade.
(a descoberta mais fofa dos últimos tempos : Kitten Covers. Embora cometam um erro recorrente : o gajo não tem olhos de cores diferentes! Façam pesquisa! Pouca coisa me irrita, mas não sei porquê este erro mexe-me com os nervos, até porque a verdadeira razão do gajo ter olhos freaks é bem mais interessante e invulgar do que ter um de cada cor.)
Estava a arrumar a cozinha. Na televisão, uma série qualquer de espiões mostrava dois deles em Berlim, o big boss e a subordinada. Conversavam os dois enquanto olhavam para a cidade. No meio do diálogo :
Ele : "Turn and face the strain."
Ela : Brecht?
Ele : Bowie.
Ele : Fez três álbuns aqui em Berlim.
Três vivas para os guionistas nerd das séries chungas de Sábado à tarde.
25.11.11
"Life sucks and then you die."*
* uma crítica bem humorada a Melancholia (Lars von Trier 2011), Mark Hobin no Rotten Tomatoes.
Mas não interessa muito agora dissertar sobre a vida e a morte, embora Lars von Trier tenha muito gosto em fazê-lo, de preferência com muito sofrimento - tendencialmente feminino - à mistura. Kirsten Dunst é uma senhora que sofre de uma doença indefinida, com uma família disfuncional. O filme baseia-se na relação dela com a irmã - cada uma delas têm direito a uma parte do filme em que é "protagonista" ("Justine" e "Claire") - sendo a estória apimentada com um suposto planeta, "Melancholia",em rota de colisão com a Terra. Já li algumas críticas que sustentam que o tal planeta que choca com a Terra é uma metáfora, blá blá blá, até ai posso aceitar, até porque acho que o nome Melancolia não é inocente, tanto pelo significado da palavra e a sua relação com o estado de espírito de ambas as protagonistas, como pelo facto de "melancolia" ser originalmente um dos pecados capitais - hoje em dia bem que os cristãos tavam lixados, com tanta depressão que prai anda...
A questão é que a senhora Dunst ainda tem que comer muita sopinha para fazer uma interpretação digna de um Lars e que não envergonhe as suas predecessoras. É sempre arriscado apostar em figuras muito vistas para este tipo de filme. Lars contrariou esta afirmação quando apostou - e muito bem - em Nicole Kidman para Dogville. Arriscou ao fazê-lo de novo, ainda por cima rodeando Dunst de Alexander Skarsgård, Charlotte Gainsbourg e Kiefer Sutherland - o primeiro é a mais recente paixão das pitas (eu incluída) da super-série vampiresca True Blood, Charlotte teve um papel tão marcante em Antichrist que é um erro usá-la no filme seguinte (embora tenha um bom desempenho) e Kiefer, o senhor 24 Horas, até se porta razoavelmente bem prá coisa.
Mas já me estou a perder, não era minha intenção dissecar o filme, mas sim esta imagem:

Esta imagem figura na maior parte dos cartazes promocionais do filme e faz parte da sequência inicial, uma coisa super formalista que Lars inventou como prólogo e que só se irá perceber bem no fim do filme.
Quando vi isto, pensei para comigo : "Outra vez a Ofélia".
Ophelia(a do Hamlet, que se afoga no rio) é um dos quadros mais famosos de John Everett Millais, pintado entre 1851-52. Foi sempre um quadro que me fascinou e não é a primeira vez que topo que alguém o usa como referência, já aqui tinha falado nele a propósito do Nick Cave e do vídeo da Where the Wild Roses Grow.
Mas, claro, posso estar a ver coisas onde não existem, tanto quadro, tanta referência que praí anda...no entanto o senhor Lars é um querido e faz questão de nos mostrar de onde vêm as coisas :
Há uma cena em que Justine (Dunst) está na biblioteca, chateada com a vida, olha à sua volta e só vê quadros abstractos nos livros expostos ( tudo Suprematismo, arriscar-me-ia a dizer tudo do Malevich, na segunda imagem vê-se bem o Quadrado Branco Sobre Fundo Branco). Então, começa a substituí-los por outros livros, com pinturas figurativas.
E...voilá! A Ophelia lá no meio!
3.11.11
4.9.11
quando Hartley pisca o olho a Godard.
(Fotograma de Simple Men, de Hal Hartley, Itália, R.U., E.U.A. 1992)
...ou como os Sonic Youth são muito mais kool do que qualquer bichanice francesa.
28.8.11
23.8.11
és Beatles ou és Stones?
And my brother's back at home, with his Beatles and his Stones.
Gimme sympathy, after all this is gone.
Who would you rather be, The Beatles or The Rolling Stones?
No Elvis, Beatles, or the Rolling Stones.
It's The Rolling Stones, The Beatles and The Doors.
Etiquetas:
música
14.8.11
hail to Lavoisier! (aviso - post para super-nerds only!)
Descobri há uns tempos através deste vídeo o gajo com quem eu vou casar quando for grande : Kirby Ferguson, um realizador de Nova Iorque. E, já de mim fascinada com a habilidade do senhor em pegar numa coisa de todos os dias e ver um padrão (assim como eu vi nos nas capas dos cds com círculos, embora a minha visão ser aproxime mais da conspiração) fiquei de boca aberta com um projecto que o senhor tem, de nome "Everything Is a Remix", uma série de quatro episódios sobre influências e apropriação no processo criativo.
A primeira parte, "The Song Remains the Same", fala sobre música, com ênfase especial nos senhores Led Zepplin.
A segunda parte, "Remix, Inc", fala sobre cinema, principalmente sobre a saga Stars Wars.
A terceira parte, "The Elements of Criativity" fala sobre algumas invenções famosas.
Etiquetas:
cinema,
música,
well... yeah... whatever
21.6.11
all-time top five favourite bands
Nem sei paké tanta dúvida.
So love, leave me do what you will
-who knows what tomorrow might bring?
Learn from your mistakes is my only advice
And stay cool is still the main rule
Don’t play yourself for a fool
-who knows what tomorrow might bring?
Learn from your mistakes is my only advice
And stay cool is still the main rule
Don’t play yourself for a fool
You might as well know what is right for you
And make the most of what you like to do
For all the pleasure that's surrounding you
Should compensate for all you're going through
So if you're feeling fraught
With mental strain
Too much thinking's got you down again
Well let your senses skip
Stay hip
Keep cool
To the thrill of it all
And make the most of what you like to do
For all the pleasure that's surrounding you
Should compensate for all you're going through
So if you're feeling fraught
With mental strain
Too much thinking's got you down again
Well let your senses skip
Stay hip
Keep cool
To the thrill of it all
Etiquetas:
música
5.5.11
1.5.11
Louie, I think this is the beginning of a beautiful collection.
É pena admitir mas nunca comprei muitos cds. Principalmente por questões monetárias, mas também por questões práticas e de circunstância : quando há coisa de três anos o meu leitor de cds avariou já estava tão rendida ao mp3 que nem considerei comprar um novo. De quando a quando lá comprava um cd, mais por causa do objecto do que da música...acabava por não lhe dar uso. Até que há uns tempos atrás, outra vez por força das circunstâncias - trocar de carro e ter um rádio-leitor de cds que é esquisitinho e só lê bem cds 'originais' - comecei a olhar para as promoções dos cds nas lojas. E resolvi que seria bem de quando a quando comprar um cd, no máximo entre os 5 e 7 euros, que eu considerasse fazer parte da minha colecção ideal. So far so good.
E sim, na capa do meu Transformer o Lou Reed tá mais cabeludo e a dos Spiritualized é toda preta. Tenho a mania que sou diferente.
Etiquetas:
música
26.4.11
"Penso, logo existo. Lembro-me, logo me fodo."*
(fotograma de Buffalo '66 de Vincent Gallo E.U.A 1998)
Hello darkness, my old friend,
I've come to talk with you again,
Because a vision softly creeping,
Left its seeds while I was sleeping,
And the vision that was planted in my brain
Still remains
Within the sound of silence.
I've come to talk with you again,
Because a vision softly creeping,
Left its seeds while I was sleeping,
And the vision that was planted in my brain
Still remains
Within the sound of silence.
6.4.11
Diferenças que fazem a diferença
'I don't mean to be bold, a-but a-may I hold your hand?'
Marc Bolan, o tímido.
'I want to hold your little hand if I can be so bold.'
Jack White, o decidido.
Etiquetas:
música
22.3.11
Nouvelle Bossa
Nunca gostei de bossa nova. Muito devido ao facto de representar completamente o ambiente Zona Sul patricinha/mauricinho.
Houve uma certa altura em que ouvia Nouvelle Vague. Gostava de algumas versões mas o que mais me entusiasmou foi descobrir os originais (o que também aconteceu, num estilo um bocado diferente, com o álbum 'Dark Was The Night').
E, no meio de músicas que já me eram familiares dos Clash, Joy Division, Undertones, Specials, Cure, Depeche Mode, Dead Kennedys fiquei maravilhada com a descoberta destas pequenas pérolas :
Etiquetas:
música
Subscrever:
Mensagens (Atom)































