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15.11.10

someone shot our innocence


(fotogramas de Badlands, Terrence Malick, EUA 1973)

A propósito de uma tentativa de portfólio-relâmpago andei a rebuscar o passado. Dei-me conta que está por estes dias a fazer um ano...se aquele momento no cruzamento da Voluntários da Pátria com a Real Grandeza tivesse sido filmado dava qualquer coisa lamechas de domingo à tarde na TVI. E apesar de tudo está na gaveta dos momentos-do-caraças-aos-quais-só-tens-direito-uma-vez-na-vida. 

É terrível e pateta, mas inevitável.

2.2.10

Mariana Lopes 2009


sometimes I still miss you.

25.1.10

dá perninha?




quando legarizarem a poligamia, pegarei na Joana e iremos as duas até à Gávea pra casarmos com o Selton Mello.

....e só agora reparei que a última frase da Jane Fonda brasileira é Nietzsche...preciosismos...

22.11.09


©Mariana Lopes 2009


Domingos de sol no Rio não são pra ir na praia. É dia de ficar em casa a ver um teen movie americano qualquer. Bem melhor olhar pró silicone, pras bundas, prós biceps e abdominais na tela do que levar com eles na cara na praia super-lotada.
E logo joga o Flamengo.
E vejam o mais recente episódio do Family Guy que tá maneiro.

me my brain and I


estou redimida?




©Mariana Lopes 2009

14.11.09

some days are hotter than others



13.11.09

ira divina é foda




Considero-me uma pessoa de sorte. Passo a explicar : normalmente as decisões que tomo acabam sempre por dar em merda, no entanto aquilo que sobra para o 'acaso' decidir é-me grande parte das vezes favorável.
Por isso, a sucessão de coisas que me têm corrido mal ultimamente, só poderão ser (numa explicação completamente lógica) fruto da intervenção de um poder superior que eu (sem querer) irritei. Trocando por miúdos : o cristo redentor tá mas é lixado por eu ter passado um ano no Rio de Janeiro e não ter ido lá acima (contribuindo assim com o ansiado pastel, pasta, carcanhol, guito, massa que todo o turista deixa lá ficar - e não é pouco) e congeminou com a cidade, tornando esta porra num ambiente mais hostil do que já era...


Eu, como bela céptica que sou, vou mas é lá cima antes que as coisas piorem ainda mais pró meu lado.

9.11.09

rear window




©Mariana Lopes 2009

7.11.09

três horas: modo de usar


©Mariana Lopes 2009

chegar ao Rio. apetecer partir a cara ao gajo da alfândega. entrar num táxi (amarelo, com marca e táximetro...não se deixar levar pelas conversas dos gajos que pedem dinheiro adiantado e poupar 20 reais). demorar uma hora a chegar ao Catete (trânsito na Linha Vermelha, pois claro). chegar a casa e pousar a mala. ir dar um mergulho à baía (que se lixe a radioactividade e os detritos, não tenho tempo pra ir até Ipanema e está um calor do caraças). marcar brazilian wax pramanhã às duas da tarde. ir até ao sebo mais próximo e encontrar logo dois dos livros da minha bibliografia de pesquisa (mais três livrecos de bónus). desidratar MUITO. entrar no Pão de Açúcar e comprar um combinado de sushi. voltar para casa e comer o combinado de sushi . abrir um dos livros - que me ocupará até à hora de ir dormir.

[manter este ritmo durante um mês.]

3.11.09

please não penso e o povo feat. LOMO







©Mariana Lopes 2009

arte urbana : Rio de Janeiro












ao cuscuvilhar o fundo do disco descobrem-se preciosidades ainda não publicadas.
como estes exemplares pescados no Rio.
e sim, estou sempre a falar mal do Brasil. no entanto é-me impossível criticar a arte de rua. porque para o bem e para o mal os artistas cariocas (e não só) já superaram de certa forma a estética hip-hop (embora ainda existam muitos exemplares daquelas coisas do tags e etc.) , evoluindo (?) para algo que passa mais pelo design, ilustração, estilização, monstrinhos, bonequinhos...
a ver se desta vez pesco mais uns...

29.10.09

skhizein


Skhizein (Jérémy Clapin,2008) from Stephen Dedalus on Vimeo.

A fantástica curta Skhizein, descoberta há um ano no festival de curtas do Rio, festival que por acaso está a decorrer e eu estou a perder. Tudo por causa de um bilhete de volta. Bendita seja a União Europeia, porra.

20.10.09

Tinha uma espécie de curiosidade. Porque simpatizo com o blogue, porque tudo o que me venha ajudar a perceber a minha própria relação com o Rio de Janeiro (nem que seja por experiências romanceadas ou fictícias de outras pessoas) é bem vindo. Porque acho piada aos 'filmes' preversos que certos estados tediosos suscitam. No fundo no fundo, tirando a escrita indisciplinada - que não surge como linguagem, mas sim como uma "dificuldade em manter a narrativa e ir fechando as pontas soltas a tempo" (que será o mais interessante do livro) - e algumas 'tiradas' com a sua piada ( não aquelas sexuais - 'descaramento íntimo'? toma lá um LOL) sobram o 'tédio burguês' e a 'neurose tropical'. Nunca o 'amor a uma cidade'. Quanto muito o amor a um bairro, uma zona, uma praia (claro, nunca seria sobre o tédio burguês se ela em vez do Leblon falasse do Flamengo, do Grajaú ou da Penha) - enfatizando o desconhecimento do resto da cidade quando ela descreve a sua volta do aeroporto para o Leblon, dizendo que fez 'toda a Linha Amarela' encontrando apenas ' um bocado de trânsito no Túnel Rebouças e nos sinais junto ao Jockey' [num outro capítulo e numa visita a S.Paulo ela escreve que 'estava perto do Museu de Arte Moderna, no meio da Paulista' - coisa meio imperdoável confundir o MAM com o MASP, mas isso sou eu por causa do cérebro de (quase) arquitecta, compreendo que pra outros não seja grande falha].
E depois há aquela falácia em que quase todos os não-brasileiros caem. Lá pela relação com o corpo ser um tanto diferente do resto do mundo, não quer dizer que os brasileiros não sejam 'pequenos' - estando a sua abertura mental mais ou menos ao nível da da Dona Felisberta, habitante número 12 (dos 13) de uma aldeia perdida no Marão. São das pessoas mais conservadoras, misóginas, machistas, tradicionalistas, não respeitadores da individualidade que conheci (há excepções, claro).
Acho que me fico pelo tédio burguês das novelas da Globo (e por mais uma semana, pela dita 'pequenez do portugueses').


19.10.09

atlântico sul once again.


©Mariana Lopes 2009


é necessário padecer de uma certa demência quando se atravessa um oceano e se anda 9 horas de avião (à mercê de um qualquer ataque de pânico resultante da recentemente adquirida aerofobia) e se resolve voltar, por mais três meses (ou menos) com  desculpas mais ou menos credíveis como uma tese em que já pouca vontade se tem em acreditar ou um possível estágio do qual me fartarei em dois tempos porque arquitectura tem dias em que não me dá tesão e o cinema novo tem dias em que me aborrece.
é necessário padecer de uma certa demência quando se volta sabendo que ninguém lá está, a não ser o porto de abrigo que é a dona Celeste, um devaneio mal resolvido e alguns conhecidos esporádicos.
mas, é-se necessariamente demente quando a verdadeira razão que leva às 9 horas de avião e 3 meses de trabalho, humidade e neurose tropical é fechar uma espécie de capítulo. De me resolver de uma vez por todas com a cidade (este amor-ódio não está com nada) e de arrasto tentar sair de uma espécie de pós-adolescência mal resolvida, feita de inseguranças, incongruências, auto-flagelações mentais, alternâncias de humor e imaturidades.
uma espécie de 'adultos à força'.
balanço dentro de 3 meses (ou menos).

(post com banda sonora de Titus Andronicus - porque, independentemente das letras, a musicalidade sugere-me sempre a promessa de uma espécie de brighter future).  

2.10.09

olimpíadas no Rio

vai ser só bater recordes...os do atletismo a fugirem das balas perdidas... os nadadores a fugirem das piranhas...


24.9.09

cangaceiro


e lembrei-me agora dos cangaceiros brasileiros, uma espécie de piratas (também andavam alguns corsários lá pelo meio) do sertão que andaram a aterrorizar as gentes do nordesti lá nos fins do séc. XIX e princípios do XX.

O mais conhecido era o Lampião (Virgulino Ferreira da Siva). A sua cachopa Maria Bonita acabou por, nos dias de hoje, dar nome a uma conhecida 'griffe' (estes brazucas têm a mania que falam francês...) brasileira.  

11.9.09

bonitinho hihiih

A casa do Oscar

Poemas, testemunhos, cartas - 2000

A casa do Oscar era o sonho da família. Havia o terreno para os lados da Iguatemi, havia o anteprojeto, presente do próprio, havia a promessa de que um belo dia iríamos morar na casa do Oscar. Cresci cheio de impaciência porque meu pai, embora fosse dono do Museu do Ipiranga, nunca juntava dinheiro para construir a casa do Oscar. Mais tarde, num aperto, em vez de vender o museu com os cacarecos dentro, papai vendeu o terreno da Iguatemi. Desse modo a casa do Oscar, antes de existir, foi demolida. Ou ficou intacta, suspensa no ar, como a casa no beco de Manuel Bandeira.


Senti-me traído, tornei-me um rebelde, insultei meu pai, ergui o braço contra minha mãe e sai batendo a porta da nossa casa velha e normanda: só volto para casa quando for a casa do Oscar! Pois bem, internaram-me num ginásio em Cataguazes, projeto do Oscar. Vivi seis meses naquale casarão do Oscar, achei pouco, decidi-me a ser Oscar eu mesmo. Regressei a São Paulo, estudei geometria descritiva, passei no vestibular e fui o pior aluno da classe. Mas ao professor de topografia, que me reprovou no exame oral, respondi calado: lá em casa tenho um canudo com a casa do Oscar.


Depois larguei a arquitetura e virei aprendiz de Tom Jobim. Quando a minha música sai boa, penso que parece música do Tom Jobim. Música do Tom, na minha cabeça, é a casa do Oscar.



Chico Buarque



8.9.09

zoom in


'(...) go somewhere without moving anything but your heart.'

4.9.09

ainda michael jackson


não podem acusar os brasileiros de falta de sentido de humor.