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5.9.10

sarah kane é amor.


E os Tindersticks também por terem uma música chamada 4.48 Psychosis..., um corta e cose de partes da peça.

27.4.10


o Katurian Katurian Katurian                                        e o Humbert Humbert

e o Broken Flowers do Jim Jarmusch, que me vai fazer pegar outra vez no Lolita e acabá-lo. Para perceber de uma vez por todas o porquê da associação da 'Lolita' com uma jovem teenager teaser. Porque para mim ela é inocente e ele um pedófilo. E o livro é sobre um pedófilo. E não me falem do Morte em Veneza que não tem nada a ver. Mas pode ser que mude de opinião.

22.6.09






'ele chorava e as lágrimas não escorriam. ficavam presas nas suas rugas'

(quero muito, mas mesmo muito, desenhar isto.)



o estrangeiro, de albert camus. com guilherme leme. encenação de vera holtz.


irrepeensível.





1.6.09

há algo de podre no reino da dinamarca




contudo nada de podre há em wagner moura. excepto o facto de ser a única coisa em três horas e meia de hamlet. ele e o gajo que fazia de polônio, gillray coutinho.

há espaço para um pequeno grau de desilusão. tudo o que tinha visto até agora aqui no rio foram pequenas produções. e esta, (que se esperava grande) foi pequena. pequena em cenário ( há uma grande diferença entre despojamento e parolice) pequena em figurino (outra vez a questão do despojamento e da parolice - safava-se o hamlet e a ofélia em alguns momentos) pequena em actuação ( com uma ofélia indecente a contrastar com um hamlet/wagner moura a raiar o brilhante - embora a voz irritasse de quando a quando) e pequena em público, que no último dia da temporada oferece um mísero minuto de aplausos (ainda me lembro da última que vi em portugal, o turismo infinito que os gajos tiveram que voltar ao palco três vezes...).

valeu a introdução de vídeo (embora de uma maneira um bocado naif) e a adaptação do texto.

de resto.

tenho saudades de portugal.

3.12.08

cleansed

grace/graham: um corpo perfeito
.
fumava cigarros uns atrás dos outros o dia todo mas dançava como um sonho que nem sonhas.
.
já está?
.
morto.
.
queimado.
.
bocados de carne carbonizada a saírem pelas roupas.
.
de volta à vida.
.
porque é que nunca dizes nada?
.
amaste
.
me
.
oiço uma voz e vejo um sorriso a virar-se no espelho Meu filho da puta como é que te atreves a deixar-me assim.
.
senti-o.
.
aqui.cá dentro.aqui.
.
e quando não sinto, é inútil.
penso em levantar-me, é inutil.
penso em comer, é inutil.
penso em vestir-me, é inutil.
penso em falar, é inútil.
penso em morrer apenas e é completamente inútil foda-se.
.
aqui agora.
a salvo do outro lado e também aqui.
.
graham.
.
estarei sempre aqui.
.
obrigado, doutor.
.
purificados, sarah kane
.
.
.
dizias, depois de teres lido o teatro completo, que para ti esta era a peça mais violenta, cruel e vulnerável, de todas. digo eu agora, depois de também ter lido o teatro completo, que não concordo.mas por um acaso é mesmo esta que vai estar em cena, apenas por dois dias, no teatro nacional de s.joão. e aquela vontade (que não deixa de ser incrivelmente irónica) que me invadiu horas antes de entrar no avião e de atravessar o atlântico, aquela vontade de ter ficado lá, de nunca ter comprado o bilhete, dissipa-se pelo menos por alguns momentos.


purificados, 5+6 de dezembro no teatro nacional de s.joão